14 de outubro de 2010

Deus sabe do que preciso . . .

É claro que Deus sabe do que eu preciso. A pergunta é:
será que eu sei?...
Atirar-se aos pés de Deus em desespero impotente é uma atitude de grande valor – o céu é testemunha de que eu mesma fiz isso inúmeras vezes – mas, no final das contas, é provável que você ganhe mais com a experiência se houver alguma ação da sua parte.
Existe uma piada italiana maravilhosa sobre um homem pobre que vai à igreja todos os dias e reza diante da estátua de uma grande santo, dizendo:
“Querido Santo, por favor, por favor, por favor ... conceda-me a graça de ganhar na loteria.” Esse lamento dura meses. Por fim, irritada a estátua ganha vida, baixa os olhos para o suplicante e diz, com uma repulsa cansada: “Meu filho, por favor, por favor, por favor ... compre um bilhete.”
A prece é um relacionamento, metade do trabalho é meu. Se eu quiser transformação, mas sequer for capaz de articular qual exatamente é o meu objetivo, como ela poderá ocorrer? Metade do que se ganha com a prece está no próprio ato de pedir, de oferecer uma intenção claramente articulada e refletida. Se você não tiver isso, todas as suas súplicas e desejos não têm sustento, são desconjuntados, inertes; rodopiam a seus pés em uma bruma fria, mas nunca se erguem.
Então, eu agora paro todas as manhãs para buscar dentro de mim mesma a especificidade daquilo que estou realmente pedindo. Se não me sinto sincera, fico ali até isso acontecer. O que funcionou ontem nem sempre funciona hoje. Caso você deixe sua atenção estagnar, as preces podem se tornar rançosas e transformarem-se em algo tedioso e conhecido. Ao me esforçar para me manter alerta, estou assumindo uma responsabilidade integral pela manutenção da minha própria alma.
Sinto que o destino também é um relacionamento – uma interação entre a graça divina e o esforço pessoal direcionado. Sobre metade dele você não tem o menor controle; a outra metade está completamente em suas mãos, e as suas ações terão consequências perceptíveis.
O homem não é nem uma marionete dos deuses, nem tampouco é senhor do seu próprio destino; ele é um pouco de ambos. Galopamos pela vida como artista de circo, equilibrados em dois cavalos que correm lado a lado a toda a velocidade – com um pé sobre o cavalo chamado destino e o outro sobre o cavalo chamado livre-arbítrio. E a pergunta que você precisa fazer todos os dias é: qual dos cavalos é qual? Com qual cavalo devo parar de me preocupar, porque ele não está sob meu controle, e qual deles preciso guiar com esforço concentrado?
Há tanta coisa no meu destino que não posso controlar, mas outras coisas estão, sim sob a minha jurisdição. Existem determinados bilhetes de loteria que posso comprar, aumentando, assim, minhas chances de encontrar satisfação. Posso decidir como gasto meu tempo, minha vida, minha energia. Posso decidir o que como, o que leio, o que estudo. Posso escolher como vou encarar as circunstâncias desafortunadas da minha vida – se as verei como maldições ou como oportunidades (e, quando não tiver forças para adorar o ponto de vista mais otimista, porque estou sentindo pena demais de mim mesma, posso decidir continuar tentando mudar a minha atitude). Posso escolher minhas palavras e o tom de voz com que falo com os outros. E, acima de tudo, posso escolher meus pensamentos!...
Livro: comer rezar amar - Elizabeth Gilbert

2 comentários:

Simone Aline disse...

É isso aí amiga... a gente tem q saber pedir e saber agir, porque um é complemento do outro! Adorei o post! E agora que vi que o blog está de cara nova, gostei tb. Está lindinho! Bjão e bom final de semana

Simone Aline disse...

É isso aí amiga... a gente tem q saber pedir e saber agir, porque um é complemento do outro! Adorei o post! E agora que vi que o blog está de cara nova, gostei tb. Está lindinho! Bjão e bom final de semana

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