9 de janeiro de 2013

A VERDADEIRA PROPRIEDADE

Foto: Bom dia! Você já leu seu evangelho hoje? Que tal refletirmos sobre essa passagem? Tenha um ótimo dia de luz e paz. Beijos*

A VERDADEIRA PROPRIEDADE

9. O homem só possui de seu senão o que pode levar deste mundo. O que encontra ao chegar, e o que deixa ao partir, goza durante sua permanência na Terra; mas, uma vez que é forçado a abandoná-lo, dele não tem senão o gozo e não a posse real. Que possui ele, pois? Nada daquilo que é para uso do corpo se destina ao uso do corpo, tudo o que  é de uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais; eis o que traz e o que leva, o que não está no poder de ninguém lhe tirar, o que lhe servirá mais ainda no outro mundo do que neste; dele depende ser mais rico em sua partida do que em sua chegada, porque daquilo que tiver adquirido em bem depende sua posição futura, Quando um homem vai para um país longínquo, compõe a sua bagagem de objetos usáveis no país; que lhe seriam inúteis. Fazei, pois, o mesmo, para a vida futura, e fazei provisões de tudo o que poderá nela vós servir.

Ao viajor que chega a uma estalagem, se dá um belo alojamento, se pode pagá-lo; àquele que tem pouca coisa, se dá um menos agradável;  quanto àquele que nada tem, vai deitar sobre a palha. Assim acorre com o homem na sua chegada ao mundo dos Espíritos: seu lugar nele está subordinado ao que tem; mas não é com o ouro que o paga. Não se lhe perguntará: Quanto tínheis sobre a Terra? que posição nela ocupáveis? Ereis príncipe ou operário? Mas, se lhe perguntará: O que dela trazeis? Não se computará o valor de seus bens nem o de seus títulos, mas a soma de suas virtudes; ora, a esse respeito, o operário pode ser mais rico do que o príncipe. Em vão alegará que, antes da sua partida, pagou a sua entrada com ouro e se lhe responderá: Os lugares aqui não se compram, eles se ganham pelo bem que se faz; com o dinheiro terrestre, pudestes comprar campos, casas, palácios; aqui tudo é pago com as qualidades do coração. Sois rico dessas qualidades? Sede bem-vindo, e ide ao primeiro lugar onde todas as felicidades vos esperam; sois pobre?Ide ao último, onde sereis tratado em razão do que tendes. (PASCAL, Genebra, 1860)

10. Os bens da Terra pertencem a Deus, que os dispensa à sua vontade, e o homem dele não é senão o usufrutuário, o
administrador mais ou menos íntegro e inteligente. Eles são tampouco a propriedade individual do homem porque Deus, frequentemente, frustra todas as previsões, e a fortuna escapa daquele que crê possuí-la pelos melhores títulos.

Direis, talvez, que isso se comprende para a fortuna hereditária, mas que não ocorre o mesmo com aquela que se adquiriu pelo trabalho. Sem nenhuma dúvida, se há uma fortuna legítima, é esta, quando adquirida honestamente, porque uma propriedade só é legitimamente adquirida quando, para a possuir, não se faz mal a ninguém. Será pedida conta de uma moeda mal adquirida em prejuízo de outrem. Mas do fato de um de um homem dever sua fortuna a si mesmo, leva mais dela em morrendo? Os cuidados que ele toma em transmiti-la aos seus descendentes não são, frequentemente, supérfluos? Porque se Deus não quer que ela lhes chegue às mãos, nada poderá prevalecer contra a sua vontade. Pode dela usar e abusar em sua vida sem ter contas a prestar? Não; em lhe permitindo adquiri-la, Deus pôde querer recompensá-lo, durante esta vida, por seus esforços, coragem, perseverança. Se a utilizar para servir apenas à satisfação de seus sentidos ou de seu orgulho, se ela se tornaum motivo de queda em suas mãos, melhor seria não a ter possuído, pois perde o que ganhou e, ainda, anula todo o mérito de seu trabalho, e, quando deixar a Terra, Deus lhe dirá que já recebeu sua recompensa. (M., ESPÍRITO PROTETOR, Bruxelas, 1861)

Livro: Evangelho Segundo o Espiritismo. Allan Kardec. IDE.


9. O homem só possui de seu senão o que pode levar deste mundo. O que encontra ao chegar, ...e o que deixa ao partir, goza durante sua permanência na Terra; mas, uma vez que é forçado a abandoná-lo, dele não tem senão o gozo e não a posse real. Que possui ele, pois? Nada daquilo que é para uso do corpo se destina ao uso do corpo, tudo o que é de uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais; eis o que traz e o que leva, o que não está no poder de ninguém lhe tirar, o que lhe servirá mais ainda no outro mundo do que neste; dele depende ser mais rico em sua partida do que em sua chegada, porque daquilo que tiver adquirido em bem depende sua posição futura, Quando um homem vai para um país longínquo, compõe a sua bagagem de objetos usáveis no país; que lhe seriam inúteis. Fazei, pois, o mesmo, para a vida futura, e fazei provisões de tudo o que poderá nela vós servir.

Ao viajor que chega a uma estalagem, se dá um belo alojamento, se pode pagá-lo; àquele que tem pouca coisa, se dá um menos agradável; quanto àquele que nada tem, vai deitar sobre a palha. Assim acorre com o homem na sua chegada ao mundo dos Espíritos: seu lugar nele está subordinado ao que tem; mas não é com o ouro que o paga. Não se lhe perguntará: Quanto tínheis sobre a Terra? que posição nela ocupáveis? Ereis príncipe ou operário? Mas, se lhe perguntará: O que dela trazeis? Não se computará o valor de seus bens nem o de seus títulos, mas a soma de suas virtudes; ora, a esse respeito, o operário pode ser mais rico do que o príncipe. Em vão alegará que, antes da sua partida, pagou a sua entrada com ouro e se lhe responderá: Os lugares aqui não se compram, eles se ganham pelo bem que se faz; com o dinheiro terrestre, pudestes comprar campos, casas, palácios; aqui tudo é pago com as qualidades do coração. Sois rico dessas qualidades? Sede bem-vindo, e ide ao primeiro lugar onde todas as felicidades vos esperam; sois pobre?Ide ao último, onde sereis tratado em razão do que tendes. (PASCAL, Genebra, 1860)

10. Os bens da Terra pertencem a Deus, que os dispensa à sua vontade, e o homem dele não é senão o usufrutuário, o
administrador mais ou menos íntegro e inteligente. Eles são tampouco a propriedade individual do homem porque Deus, frequentemente, frustra todas as previsões, e a fortuna escapa daquele que crê possuí-la pelos melhores títulos.

Direis, talvez, que isso se comprende para a fortuna hereditária, mas que não ocorre o mesmo com aquela que se adquiriu pelo trabalho. Sem nenhuma dúvida, se há uma fortuna legítima, é esta, quando adquirida honestamente, porque uma propriedade só é legitimamente adquirida quando, para a possuir, não se faz mal a ninguém. Será pedida conta de uma moeda mal adquirida em prejuízo de outrem. Mas do fato de um de um homem dever sua fortuna a si mesmo, leva mais dela em morrendo? Os cuidados que ele toma em transmiti-la aos seus descendentes não são, frequentemente, supérfluos? Porque se Deus não quer que ela lhes chegue às mãos, nada poderá prevalecer contra a sua vontade. Pode dela usar e abusar em sua vida sem ter contas a prestar? Não; em lhe permitindo adquiri-la, Deus pôde querer recompensá-lo, durante esta vida, por seus esforços, coragem, perseverança. Se a utilizar para servir apenas à satisfação de seus sentidos ou de seu orgulho, se ela se tornaum motivo de queda em suas mãos, melhor seria não a ter possuído, pois perde o que ganhou e, ainda, anula todo o mérito de seu trabalho, e, quando deixar a Terra, Deus lhe dirá que já recebeu sua recompensa. (M., ESPÍRITO PROTETOR, Bruxelas, 1861)

Livro: Evangelho Segundo o Espiritismo. Allan Kardec.

 

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