Bati a porta pra ansiedade e desde então tenho passado mais tempo comigo. Quero saber quais são as minhas prioridades. Quero descobrir os desejos que estão aflorando e direcioná-los. Não quero deixar passar batido essas pequenas sensações. Tenho andado atordoada com o excesso de tomada de decisões. Odeio me despedir de quem me ilustra, e odeio ficar fazendo sala para quem não quer ficar. Tão contraditório eu sei, mas tão necessário. Não tenho dado conta das expectativas que afundaram no descaso. Não tenho dado conta da indiferença de uns e do ego inflado de outros. Não dou conta dessa pressão emocional que recebo. Eu não consigo fazer tudo certinho. Não consigo acertar a letra de primeira todas as vezes que sou chamada. Eu erro. Eu me atropelo. Eu esqueço o que é importante e faço remendo pro que me acolhe. Pro que me dá paz. Eu tenho silenciado para descobrir quem faz falta, quem se importa, quem me agrega. Tenho silenciado para não misturar as minhas vontades com a realidade que dança e muitas vezes não entendo a melodia. Tenho silenciado por necessidade. Por autoajuda ao meu coração.
(Marcely Pieroni Gastaldi)
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03/07/2014
25/04/2014
Hoje...
Hoje assumi minhas verdades, me despi dos medos e do que iriam pensar. Decidi deixar claro o que quero e como sou. Não aguento mais ser taxada de frágil por ter sensibilidade aflorada.
Assumir que é sensível é ato de coragem, de força, de autenticidade. Num mundo onde ganha mais quem nunca chora, eu inverti os papéis. Levantei a bandeira do coração.
Razão tem que sente as coisas, quem admite os sentimentos.
Eu não quero uma pseudo felicidade para mostrar que sou humana. Não sei fingir e há muito me perdoei por ser assim.
Cabe a mim o que cabe em mim, o que penso e sinto, da forma que penso e sinto. Frágil mesmo é não saber ser quem deve com os prós e contras de sentir à flor da pele.
Eu não me importo com as quedas desde que eu me faça feliz. Eu me importo comigo, no que sou pra mim e pros outros. Se as inverdades enfeitam as verdades afetam.
(Marcely Pieroni Gastaldi)
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