20 de novembro de 2011

Pronto, falei!

Às vezes a vida fica difícil, preciso lembrar disso. Duas coisas me fazem perder a paciência e a crença na melhoria contínua da espécie: a burrice e a falta de sensibilidade. Não que eu seja O Primor Da Inteligência ou A Pétala De Rosa Em Forma De Gente, mas meu QI é acima da média e eu choro com uma simples mensagem no celular. Me pergunto como, como, como pode alguém ser tão animalescamente estúpido?!? Animais, me perdoem, conheço alguns muito inteligentes. Os macacos, por exemplo, colocam comidinha na boca e se estapeiam. Juro, uma vez eu vi um macaco dando tabefe em uma macaca. Coisa boa com certeza ela não fez. E a minha cadela pega o jornal. E ainda por cima balança o rabo, feliz com sua vida canina de sombra, ração e água fresca. Eles gostam de agradar os donos, fazer vontades. Coisa boa ter cachorro. Depois de um dia péssimo, lá estão eles prontinhos para nos trazer alegria e vida, muita vida. Não há dinheiro que pague o olhar doce de um cão. Ou uma lambida bem no meio da cara quando o mundo parece não fazer o menor sentido. É, eles sentem. E, mais uma vez, querem nos agradar com carinhos lambidais. Coisa linda.

Volta e meia falo sem pensar, meia e volta falo o que não devo, tenho A Síndrome Da Falta De Filtro, ligação direta entre pensamento e voz. Ops, escapuliu. Vezenquando fico insensível, dura, rocha, ríspida. Logo passa. Me dou conta, o coração derrete, me desculpo, abraço e tudo fica bem. Um mundo de abraços, quando o próprio mundo ameaça escorrer feito água em direção ao ralo. O ralo. É difícil limpar ralos da mesma forma que é difícil limpar a vida. Filosofias demais, eu sei. E olha que tô tomando suco. Deixa pra lá então. Só quero dizer que às vezes fica difícil e me dá uma vontade danada de esganar gente burra, estúpida, crápula, insensível e tonga. Pronto, falei.


Não acerto sempre e erro muito. Muitas vezes, Cagalhona De Carteirinha, o medo toma conta e penso será-será-será-que-consigo? Receber nãos nunca fez parte do roteiro da minha vida. Tô acostumada com sins, talvez por dizer tantos. É difícil pra mim dizer não. Não estou acostumada com o Não. E penso, é, o Não não tá com essa bola toda, ele não pode me impedir de nada, sai da frente, Não, tô passando. É que às vezes a vida fica difícil, não entendo. A modesta e convencida verdade é que ando me achando peça rara demais em um mundo feio. Feio e lotado de gente burra e insensível. Por Deus, aprendam! O que vale é o simples e não carro e grana e lugar vip. Lembrei de uma música "já tive carro e grana e um monte de convites pra qualquer lugar...hoje eu só ando a pé, mas eu continuo a andar". Concluo: sensibilidade e inteligência andam juntas. É por isso que me visto de paciência dia após dia. E "vou sobrevivendo sem um arranhão".


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